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Avanços da Ciência em São Carlos: a Química em favor da saúde e meio ambiente

O Instituto de Química de São Carlos está sempre na vanguarda do ensino e da pesquisa, permanecendo entre as unidades da USP de maior produção científica per capita.
 
Uma das áreas mais produtivas do instituto é a Eletroquímica Ambiental, que está à frente do projeto Estudo e aplicação da tecnologia eletroquímica para a análise e a degradação de interferentes endócrinos: materiais, sensores, processos e divulgação científica.
 
O estudo foi aprovado pela FAPESP em setembro de 2018 na categoria Projeto Temático e ganhou destaque pela sua importância para o meio ambiente e para a saúde pública. O objetivo dos pesquisadores é produzir novos materiais capazes de detectar os chamados interferentes endócrinos e facilitar seu processo de quebra nos Sistemas de Tratamento de Águas e Esgotos.
 
Para isso, a equipe pretende utilizar técnicas avançadas da Química para tornar nossas águas mais seguras.
 
Do Departamento de Química para as estações de tratamento
 
Os interferentes endócrinos são compostos químicos que afetam a regulação hormonal do corpo humano, mesmo em baixíssimas concentrações. Geralmente, essas substâncias são encontradas no esgoto doméstico e industrial, e podem chegar às águas da cidade se o tratamento dos efluentes não for adequado. Os resultados podem ser perigosos para a saúde humana e o meio ambiente, pois são compostos tóxicos que interferem diretamente no sistema endócrino.
 
Por essa razão, os cientistas da Química têm se preocupado em criar novos métodos para eliminar definitivamente essas substâncias.
 
Para isso, os pesquisadores do IQSC-USP apostam na utilização de processos envolvendo oxidativos avançados, que provocam a destruição das moléculas dos interferentes sem risco de toxicidade.
 
Nomes de peso da Química e apoio internacional
 
O trabalho abrange diferentes campos da Química (Físico-Química, Analítica, Ambiental e de Materiais) e da Engenharia (Ambiental, Química e de Materiais), além de contar com colaboradores internacionais.
 
A coordenação é do professor doutor Marcos Roberto de Vasconcelos Lanza, do Grupo de Processos Eletroquímicos Ambientais (GPEA). A equipe conta com os professores doutores do IQSC-USP Ana Cláudia Kasseboehmer e Artur de Jesus Motheo, e ainda pesquisadores da EACH-USP, EEL-USP, INPE-MCTIC e Departamento de Química da UFSCar.
 
No time internacional, o projeto inclui pesquisadores do Énergie, Matériaux e Télécommunications (EMT) da Université de Recherche (INRS) em Quebec, Canadá e da Universidad de Castilla-La Mancha (UCLM) da Espanha.
 
Divulgação científica a serviço da comunidade
 
Para além da formação de recursos humanos e produção de artigos científicos, o projeto também tem sua função social: contribuir com a produção de materiais didáticos para melhorar o ensino de Físico-Química na Educação Básica.
 
Os pesquisadores ainda pretendem realizar exposições interativas abertas a estudantes e à população em geral, despertando o interesse pela ciência com as inovações da Química. Afinal, a missão da pesquisa é justamente ultrapassar os muros da universidade e levar o conhecimento às empresas, escolas, administração pública e sociedade em geral.
 
É por meio de projetos como esse que o IQSC-USP reafirma seu compromisso com o ensino, pesquisa e extensão, que lhe garante a nota máxima no CAPES e reconhecimento internacional.
 
Nós, da SC Química, temos orgulho em fazer parte da história desse instituto e prover soluções laboratoriais de ponta – essenciais para a evolução do nosso patrimônio científico.